BLOG DO DR. FREDERICO CHATEAUBRIAND

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Prematuros: cuidados com a vacinação



É cada vez maior o caso de bebês prematuros. A consequência disso é o aumento também da atenção e dos cuidados com a saúde desses pequenos. Mas a vacinação desse grupinho às vezes é adiada por pura desinformação.
Muito se fala sobre o peso mínimo para se aplicar uma vacina ou quando o prematuro está hospitalizado não pode receber vacina. Mamãe, preste atenção: nem tudo o que se fala é verdade.
Os prematuros apresentam características que os tornam mais suscetíveis às diversas doenças, ficando mais vulneráveis às infecções respiratórias, menor reserva energética, desmame precoce, displasia broncopulmonar e internação prolongada.
A imunização do bebê prematuro já pode ser iniciada ainda na unidade neonatal respeitando sua idade cronológica. As condições clínicas desse bebê devem ser estáveis, isto é, o bebê tem que estar em fase de ganho de peso, sem apresentar distúrbios ou patologias graves.
As reações das vacinas são semelhante em bebês prematuros ou não, como febre e mal-estar. A Sociedade Brasileira de Imunizações listou alguns cuidados especiais devem ser tomados com algumas vacinas. Vejamos:
Influenza
A proteção contra o Influenza é ainda mais indicada para os bebês prematuros na mesma faixa etária que é recomendado rotineiramente, aos 6 e 7 meses de vida, com reforço anual.
Os bebês prematuros apresentam taxas de hospitalização e mortalidade pelo Influenza mais elevadas, especialmente em recém nascidos com patologias crônicas respiratórias e cardíacas.
Vacina Pneumocócica
O risco de um bebê prematuro desenvolver uma doença pneumocócica é maior do que os bebês nascidos a termo, assim como o risco também é maior nos recém-nascidos de baixo peso ao nascer. O esquema de vacinação é o mesmo, de três doses aos 2, 3 e 4 meses.
Vacina BCG-ID
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a aplicação da vacina contra a tuberculose somente em recém-nascidos com peso superior a 2 quilos.

Vacina contra
Hepatite B
Crianças com peso maior que 2 quilos ao nascer respondem igualmente àquelas nascidas com peso e idade gestacional adequados. Após 30 dias de vida, todo bebê, independentemente de seu peso e idade gestacional, responde adequadamente à imunização com a vacina contra a hepatite B.
Por essa razão, recomenda-se a aplicação de uma quarta dose em todo recém-nascido com menos de 2 quilos que recebeu a vacina imediatamente após o nascimento, ou seja, com 0, 1, 2 e 7 meses de vida.
Prevenção da Infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
O VSR é o principal agente das infecções respiratórias que acometem o crianças menores de 1 ano de idade. Em bebês prematuros, o risco de uma evolução mais grave é grande e a hospitalização deles é 10 vezes maior do que bebês nascidos a termo.
A imunização é recomendada para prematuros com idade gestacional inferior a 28 semanas com até 1 ano de idade.
Também deve ser aplicada nos prematuros com idade gestacional entre 29 a 32 semanas até o sexto mês de vida ou superiores a 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de risco.
Para deixar claro às mamães, os tais fatores de risco são crianças institucionalizadas, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares graves.
As outras vacinas do calendário de vacinação infantil devem ser administradas de acordo com a idade cronológica do bebê recomendada.
Além da vacinação do bebê prematuro, outros cuidados devem ser realizados para prevenir doenças nesse grupo. Aleitamento materno, não fumar perto do bebê e retardo no início de freqüência a escolas e creches são fatores de diminuição de risco de aquisição de doenças respiratórias.
Outra medida de proteção ao bebê prematuro é a vacinação atualizada de todas as pessoas que lidam com o pequeno.



terça-feira, 23 de março de 2010

CHUPETAS X CRIANÇAS

As chupetas encontradas no mercado podem ter diferentes modelos e funções, mas basicamente são formadas por um bico, um escudo e um puxador.
O bico pode ser ortodôntico (aquele achatado) ou convencional, que é redondo. Pode, ainda, ser de borracha (látex) ou de silicone.
O escudo, que é a aba, pode ser de material rígido ou flexível.
Borracha ou silicone?
Quando um dos pais apresenta tendência a qualquer tipo de alergia, opta-se, geralmente, por uma chupeta de silicone para o filho. Contudo, é preciso ficar atento porque o silicone é um material menos resistente às mordidas. Ou seja, existe o risco da chupeta se partir e o bebê engolir um pedaço.
Na hora da compra verifique todas as informações da embalagem e guarde-as para eventual consulta posterior. Deve conter informações de preparo para o uso, manutenção e segurança da chupeta, bem como a faixa etária e a posição correta de uso (nos modelos ortodônticos). E, ainda, todos os dados do fabricante, importador ou distribuidor e o telefone de Serviço de Atendimento ao Consumidor para contato em caso de dúvida ou problemas com o produto.
Se acontecer algum problema com a chupeta adquirida, o Código de Defesa do Consumidor garante o prazo de 90 dias para reclamar a troca do produto, ou obter um abatimento do preço ou, ainda, receber o dinheiro de volta, dependendo do ocorrido e da disponibilidade do produto.
Não esqueça também que a reclamação deve ser feita dentro do prazo legal e através de carta com aviso de recebimento – AR – ou por protocolo, com cópia, na empresa, pois somente assim o prazo da reclamação será interrompido até que o fornecedor dê uma resposta negativa ou resolva efetivamente o problema. Se a reclamação for por telefone, anote o nome do atendente e o número da reclamação.
Caso o fornecedor, o distribuidor ou o próprio fabricante não resolva o problema, será preciso entrar na justiça para reaver o prejuízo ou eventual indenização. Para isso, quanto mais documentado o consumidor tiver, melhor. Guarde todos os comprovantes, notas fiscais, propaganda, cartas, protocolos etc.
O que diz o INMETRO (Norma NBR 10334):
Sobre a Embalagem Toda embalagem deve conter as seguintes recomendações, nesta ordem de prioridade:
a) ferver a chupeta antes de usar;
b) não colocar laços ou fitas para prender a ponta da chupeta ao pescoço;
c) examinar regularmente, jogando-a fora quando estiver danificada;
d) não mergulhar a chupeta em substâncias doces, para prevenir cáries.

Além disso, de acordo com a norma, a embalagem deve conter os dizeres:
a) "Esta chupeta está de acordo com a NBR 10334"
b) o nome e/ou símbolo e C.G.C. do fabricante.
Material A distância entre o bico e o início do furo de ventilação exigido é de 5 à 6mm. A inadequada distância entre o bico e o início do furo de ventilação pode provocar asfixia da criança caso venha a engolir a chupeta. O disco também não pode apresentar rebarbas que são consideradas como pontas agudas que podem cortar peles muito delicadas.