BLOG DO DR. FREDERICO CHATEAUBRIAND

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Chuvas e enchentes: um risco à saúde.


Se já não bastassem todos os transtornos que uma enchente traz, há ainda, após o recuo das águas, o alto risco de contaminação, que expõe a população a inúmeras doenças e ao aumento na incidência de acidentes como afogamentos, lesões corporais e choques elétricos. Há também um aumento na proliferação dos vetores de doenças, como ratos e mosquitos, e de picadas de animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras.A maioria das doenças ocorre devido à ingestão de água contaminada ou pelo simples contato com essa água. Entre as principais doenças, temos:
LEPTOSPIROSE
Causador: bactéria Leptospira interrogans.Transmissão: é uma zoonose transmitida principalmente pela urina de ratos. A bactéria se reproduz na água e em solos úmidos e penetra na pele e nas mucosas dos seres humanos quando estes entram em contato com a água ou com a lama das enchentes.Sintomas: febre, náuseas, diarréia, dores musculares e de cabeça (muito parecidos com os da dengue). A infecção se torna grave quando atinge os rins, o fígado e o baço, podendo ser fatal em alguns casos.Prevenção: evitar ter contato com água e lama contaminadas e nunca consumir água ou alimentos que tiveram contato com a enchente. Medidas de combate aos ratos e prevenção contra as inundações também são eficazes.
HEPATITES A e E
Causador: infecção hepática causada pelo vírus da hepatite. Transmissão: água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra.Sintomas: febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, dores abdominais, falta de apetite, urina escura e fezes esbranquiçadas.Prevenção: saneamento básico adequado, tratamento da água para consumo humano e ingestão somente de alimentos bem lavados ou cozidos.
FEBRE TIFÓIDE
Causador: bactéria Salmonella typhi.Transmissão: por meio de água e alimentos contaminados ou contato com pessoas doentes. Doença exclusiva dos seres humanos, cuja única porta de entrada é o sistema digestório.Sintomas: febre, dor de cabeça, cansaço, sono agitado, náusea, vômito, sangramentos nasais, diarréia. Se não tratada, pode levar à morte por hemorragia intestinal.Prevenção: saneamento básico adequado, tratamento da água para consumo, não acumular lixo e manter as pessoas doentes em isolamento.
CÓLERA
Causador: bactéria Vibrio cholerae.Transmissão: água e alimentos contaminados.Sintomas: a bactéria libera uma toxina que causa intensa diarréia.Prevenção: saneamento básico com tratamento adequado da água e do esgoto.
DENGUE
Causador: vírus da dengue dos tipos 1, 2, 3 e 4.Transmissão: por meio da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.Sintomas: febre alta, fortes dores musculares, nas articulações e de cabeça. Manchas vermelhas no corpo, inchaço, podendo haver sangramentos. A forma hemorrágica é a mais grave e pode ser fatal.Prevenção: combate ao mosquito transmissor interrompendo seu ciclo de vida. Evitar manter locais com água parada, que é onde a fêmea coloca seus ovos.
Se você mora nas regiões afetadas pelas últimas chuvas, fique atento quanto a prevenção dessas doenças. E se você ou alguém de sua família teve contato direto com água contaminada durante as enchentes, ao primeiro sintoma procure imediatamente atendimento em uma unidade de saúde.

Ajuda aos desabrigados de são Gonçalo

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) avisa à população que as doações mais necessárias neste momento para às vítimas do temporal na cidade são lençóis, cobertores, alimentos não perecíveis, colchonetes e material de higiene. Na sede da SMDS, em Alcântara, onde funciona o posto oficial para doações, já há uma quantidade suficiente de sacolas com roupas e calçados, que já não são mais tão necessárias por enquanto. Quem quiser ajudar, também pode se apresentar como voluntário, pois faltam pessoas para separar, embalar e distribuir os donativos. Todas as equipes da secretaria estão trabalhando sem parar no atendimento ás vítimas, desde o início do temporal, inclusive no final de semana. Até o momento, São Gonçalo registra 3410 pessoas abrigadas em 43 escolas municipais nos bairros Salgueiro, Santa Izabel, Centro, Tribobó, Neves, Jardim Catarina, Alcântara e Engenho Pequeno. As equipes da SMDS atuam no cadastramento das necessidades das vítimas, no encaminhamento para os programas sociais e na entrega de donativos.
O endereço da SMDS para as doações é Rua Uriscina Vargas, 36, Alcântara (rua em frente ao 7º BPM).
Os telefones para informações são: 3262-3601 e 3262-3603.
Assessoria de Imprensa da SMDS: Samyris Rocha- 7883-3251 Valéria Aguiar- 77008681
Fonte: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/noticiaCompleta.php?cod=2380&tipoNoticia=

quinta-feira, 25 de março de 2010

PROJETO SEMÁFORO SONORO


Tenho sempre observado a luta dos cidadãos deficientes visuais em busca de terem seus direitos plenamente atendidos. Mas sei que ainda falta muito para que sejam tratados como merecem. Tenho uma grande preocupação social com os deficientes, seja visual, físico, mental ou auditivo. Tenho lutado para que todos estejam incluídos de forma digna na sociedade.


Este é o objetivo principal deste Projeto.


O Art 1° deste Projeto obriga o Poder Executivo a implantar semáforos sonoros ou sinais sonoros nos semáforos já existentes. Dessa maneira, o cidadão deficiente visual não precisará contar com o socorro de outro pedestre para o simples ato de atravessar a rua, mantendo assim, sua independência e sua dignidade.


O Projeto prevê ainda que o Poder Executivo realize campanhas educativas dando aos deficientes visuais, aos motoristas e demais pedestres orientações quanto ao funcionamento do semáforo sonoro.
Dessa maneira, esperamos contribuir de maneira significativa com a população de nosso município.
Leia reportagem sobre funcionamento de semáfors sonoros em Porto Alegre nesta página:


PROJETO - VACINAÇÃO

Hoje em dia as vacinas contra gripe em nosso município são Este Projeto inclui no calendário municipal de vacinação contra gripe são aplicadas somente em pessoas com mais de 60 anos. Mas o grupo de risco, quando se fala em complicações por causa da gripe, vai além da terceira idade. Crianças entre 6 meses e 2 anos, deficientes físicos e mentais, portadores de imunodefiências e portadores de doenças crônicas também fazem parte do grupo que costuma apresentar complicações com a gripe.
Por esse motivo, criei um Projeto de Lei que inclui esses grupos no calendário anual de vacinação contrua o influenza, vírus causador da gripe. Já dada entrada na Câmara Municipal, aguardamos votação.

quarta-feira, 24 de março de 2010

PROJETO SOBRE DOAÇÃO DE SANGUE



Há tempos venho observando a relutância de muitas pessoas quando o assunto é doação de sangue. Na maioria da vezes por falta de conhecimento. Algumas pessoas pensam que vai lhes fazer mal, ou que pode contrair doenças ao fazer a doação, ou que dói muito, ou que tem um tipo sanguíneo tão comum que não fará diferença.
O fato é que por falta de conhecimento sobre o assunto, muitas pessoas deixam de doar, e o resultado disso é o que vemos: frequentemente nos hospitais públicos, principalmente, cirurgias são canceladas por falta de sangue no estoque, já que são priorizados os casos de emergência; e até mesmo esses atendimentos são prejudicados.
O meu Projeto prevê a criação da Semana Municipal da Doação de Sangue, onde o Poder Executivo, através das escolas públicas e órgãos municipais, levará à população esse assunto, procurando sanar as dúvidas existentes e aumentar o número de doações.

terça-feira, 23 de março de 2010

SEMANA EDUCATIVA DA NUTRIÇÃO INFANTIL

Esse Projeto que tem por objetivo diminuir os índices de desnutrição e obesidade infantil, assim como promover o pleno desenvolvimento da criança, que é inteiramente influenciado pela alimentação.
Criança bem nutrida não é criança gorda. Obesidade não é saúde. Além disso, é crescente o número de crianças com diabetes e colesterol elevado, como consequência de maus hábitos alimentares, que muitas vezes começam desde muito pequenos. Essas crianças se tornarão, na maioria das vezes, adultos obesos ou desenvolverão doenças relacionadas à falta de vitaminas, gerada pela alimentação desequilibrada.
Por outro lado as crianças desnutridas, de baixo peso, terão seu desenvolvimento afetado pela carência vitamínica: baixa estatura, problemas de visão, tendência à hemorragias, etc. Além dos problemas de saúde, a desnutrição gera ainda déficit de aprendizagem, dando à estas crianças um futuro incerto.
O fato é que a Semana Educativa da Nutrição Infantil deverá ser trabalhada em escolas públicas, com as crianças e com os próprios responsáveis, em postos de saúde e hospitais públicos, e em outros órgãos públicos, através de distribuição de folhetos explicativos, com a presença de profissionais de saúde capacitados a orientar e esclarecer as dúvidas da população em pontos estratégicos.
O Projeto se encontra atualmente em trãmite na Câmara Municipal de São Gonçalo. aguardando votação.

PROJETO - CESTAS BÁSICAS

PROGRAMA DE CESTAS BÁSICAS PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO
Este Projeto de Lei visa beneficiar os portadores de diabetes ou intolerância à lactose, de baixa renda. Esses pacientes tem a necessidade de consumir alimentos especiais, e sofrem com a falta de recursos para comprá-los. Os pacientes diabéticos não podem consumir açúcar. precisam consumir produtos dietéticos, além de uma alimentação saudável e equilibrada.; Já aqueles que tem intolerância à lactose não podem consumir nenhum produto que tenha leite de vaca, como manteiga, biscoitos e bolos, além de iogurtes, etc. Seu consumo limita-se a leites especiais, como o leite de soja e produtos fabricados com ele.
Nosso Projeto visa promover a saúde desses pacientes, através do fornecimento de alimentos próprios às suas necessidades. O Projeto prevê que a Secretaria de Saúde Municipal deverá cadastrar os pacientes, que mensalmente retirarão suas cestas em postos credenciados para esse fim.

CHUPETAS X CRIANÇAS

As chupetas encontradas no mercado podem ter diferentes modelos e funções, mas basicamente são formadas por um bico, um escudo e um puxador.
O bico pode ser ortodôntico (aquele achatado) ou convencional, que é redondo. Pode, ainda, ser de borracha (látex) ou de silicone.
O escudo, que é a aba, pode ser de material rígido ou flexível.
Borracha ou silicone?
Quando um dos pais apresenta tendência a qualquer tipo de alergia, opta-se, geralmente, por uma chupeta de silicone para o filho. Contudo, é preciso ficar atento porque o silicone é um material menos resistente às mordidas. Ou seja, existe o risco da chupeta se partir e o bebê engolir um pedaço.
Na hora da compra verifique todas as informações da embalagem e guarde-as para eventual consulta posterior. Deve conter informações de preparo para o uso, manutenção e segurança da chupeta, bem como a faixa etária e a posição correta de uso (nos modelos ortodônticos). E, ainda, todos os dados do fabricante, importador ou distribuidor e o telefone de Serviço de Atendimento ao Consumidor para contato em caso de dúvida ou problemas com o produto.
Se acontecer algum problema com a chupeta adquirida, o Código de Defesa do Consumidor garante o prazo de 90 dias para reclamar a troca do produto, ou obter um abatimento do preço ou, ainda, receber o dinheiro de volta, dependendo do ocorrido e da disponibilidade do produto.
Não esqueça também que a reclamação deve ser feita dentro do prazo legal e através de carta com aviso de recebimento – AR – ou por protocolo, com cópia, na empresa, pois somente assim o prazo da reclamação será interrompido até que o fornecedor dê uma resposta negativa ou resolva efetivamente o problema. Se a reclamação for por telefone, anote o nome do atendente e o número da reclamação.
Caso o fornecedor, o distribuidor ou o próprio fabricante não resolva o problema, será preciso entrar na justiça para reaver o prejuízo ou eventual indenização. Para isso, quanto mais documentado o consumidor tiver, melhor. Guarde todos os comprovantes, notas fiscais, propaganda, cartas, protocolos etc.
O que diz o INMETRO (Norma NBR 10334):
Sobre a Embalagem Toda embalagem deve conter as seguintes recomendações, nesta ordem de prioridade:
a) ferver a chupeta antes de usar;
b) não colocar laços ou fitas para prender a ponta da chupeta ao pescoço;
c) examinar regularmente, jogando-a fora quando estiver danificada;
d) não mergulhar a chupeta em substâncias doces, para prevenir cáries.

Além disso, de acordo com a norma, a embalagem deve conter os dizeres:
a) "Esta chupeta está de acordo com a NBR 10334"
b) o nome e/ou símbolo e C.G.C. do fabricante.
Material A distância entre o bico e o início do furo de ventilação exigido é de 5 à 6mm. A inadequada distância entre o bico e o início do furo de ventilação pode provocar asfixia da criança caso venha a engolir a chupeta. O disco também não pode apresentar rebarbas que são consideradas como pontas agudas que podem cortar peles muito delicadas.

CRIANÇAS E PRAIA

Verão e calor são os melhores cartões de visitas para a praia. Mas em excesso prejudica a saúde, principalmente das crianças. A praia requer cuidados redobrados com sol, vestuário, alimentação e acidentes.
O sol tem papel importante na absorção de cálcio e formação da vitamina D pelo organismo dos pequenos. A atenção fica para o horário. As crianças não devem tomar o sol das dez horas da manhã até as quatro da tarde, período que os raios solares causam queimaduras e são extremamente perigosos.
Como a pele dos bebês é muito sensível, filtros solares não são recomendados até o sexto mês de vida. Nesse caso, o fator de proteção pode ser feito através do uso de roupas leves, sombras e pegar sol durante 20 ou 30 minutos por dia, nunca entre as dez da manhã e quatro horas da tarde.
As crianças com mais de seis meses devem usar filtro solar com proteção 30 (FPS 30) ou mais adequados para a idade. Não se deve usar um filtro solar de adulto. Atualmente existem produtos específicos para as crianças.
Com o relógio apontando para um horário adequado para o banho de sol e com o filtro solar na mão, a aplicação do filtro solar nas crianças deve ser feita 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada duas horas ou a cada mergulho no mar, mesmo que o produto seja resistente à água. Não se esqueça de lugares como orelhas, pés, canela e lábios.
Devemos lembrar que mesmo as crianças que estão debaixo do guarda-sol podem receber a luz do sol refletida na água ou na areia e que em dias nublados ainda existe o perigo dos raios solares. Portanto, respeitar o horário, usar filtro solar e outros protetores como boné, camiseta, guarda-sol e quando possível óculos de sol são medidas que garantem maior proteção.
Bastante líquido - Devido ao calor, a sudorese (suor) aumenta, podendo provocar desidratação. Uso de roupas leves, boa alimentação e ingestão constante de líquidos devem ser providências tomadas.
As roupas das crianças devem ser confortáveis, de algodão e finas. Sungas e biquínis são os trajes ideais, mas devem ser retirados logo. O hábito de ficar com a roupa molhada após sair da praia favorece o surgimento de micoses da pele.
Outro recado: não deixe os pequenos na praia sem roupa. O contato com a areia ou cadeiras sujas também pode trazer problemas de pele.
Para evitar intoxicação alimentar e desidratação com diarréias e vômitos, não deixe seus filhos se alimentarem de frituras, alimentos de origem desconhecida ou sanduíches com maionese que podem conter bactérias. Esqueça espetinho de camarão, pastel, entre outros petiscos oferecidos.
Leve frutas e faça com que as crianças ingiram muito líquido, pelo menos dois litros, como água, sucos e água de côco.
Não podemos nos esquecer do cuidado redobrado que devemos ter com o mar. As crianças normalmente adoram, mas não tem noção do perigo que o mar representa. Nunca deixe os pequenos irem ao mar sozinho mesmo que saibam nadar. Fique só na beirinha. Leve sempre uma bóia ou colete salva-vidas para evitar qualquer susto. Para amenizar a ida das crianças ao mar, deixe uma piscina de plástico ao seu lado na areia, de preferência sob o guarda-sol.
Crianças que já começaram a andar devem estar identificadas com uma pulseira caso se percam. Para as crianças maiores mostre alguma referência do lugar onde estão quando chegarem à praia, assim localizarão com mais facilidade. Se todos os cuidados forem tomados, a praia será um lugar de diversão certa para os pequenos e não lugar de dor de cabeça.

Dicas
0 a 3 anos – Fundamental é respeitar o melhor horário para tomar sol, nunca entre as dez da manhã e quatro da tarde. O efeito do sol é cumulativo e pode trazer envelhecimento precoce e câncer mais tarde.
3 a 6 anos – Não deixe as crianças sozinhas na praia, use filtro solar com FPS acima de 30 e as identifique com pulseiras.
6 a 9 anos – as crianças já são um pouco mais independentes, mas nem por isso tem noção dos perigos do mar, sol e má alimentação. Converse e explique os motivos da proteção adequada.

10 DÚVIDAS SOBRE CÓLICAS

1 - É comum o bebê ter cólicas?
É comum e esperado. O período mais crítico é entre os 15 e os 45 dias, mas pode acontecer até o terceiro mês de vida do recém-nascido. Em geral, as cólicas aparecem sempre no mesmo horário. 2 - O que fazer quando o bebê começa a chorar?
A primeira coisa a fazer é observar. O choro é uma forma de comunicação do bebê. Reflete também uma questão comportamental. Muitas vezes os recém-nascidos choram porque se sentem inseguros no ambiente que estão apenas começando a conhecer. Os pais precisam lembrar disso na hora do choro e devem tentar se acalmar. A tranqüilidade deles é benéfica para o bebê.
3 - Como saber se o choro é por cólica?
A descoberta é por eliminação: se o bebê chora, a primeira opção a ser considerada é fome. A segunda e a terceira também. Depois, a indicação é verificar se ele está com calor, frio ou se fez cocô ou xixi. Cólica vai para o fim da lista.
4 - Por que ocorrem as cólicas?
A imaturidade do sistema digestivo é a explicação fisiológica. Essa condição implica movimentos reflexos (sem controle) de contração e relaxamento, que podem resultar em gases e levar à cólica. A tensão ou o estresse do ambiente podem ter influência, acentuando o sintoma. Aos poucos o organismo da criança vai regularizando o mecanismo, assim como acontece quando ela aprende a andar ou a falar. O movimento do intestino também precisa de um tempo para se coordenar. Para o bebê, tudo é novidade. Nem eliminar gases ele sabe. Apenas sente o incômodo e chora.
5 - É recomendado o uso de chás ou remédios fitoterápicos como a funchicória?
Não há qualquer comprovação científica de que os chás ou a popular funchicória tenham eficácia no combate às cólicas. Eles podem até fazer o bebê parar de chorar, mas é porque a atenção dele foi desviada para uma sensação nova no paladar. Esse seria um efeito placebo. A indicação de qualquer medicamento para cólicas só pode vir do pediatra.
6 - As massagens e o uso de bolsa de água quente funcionam?
A "ginástica" de esticar e encolher as perninhas favorece a eliminação dos gases. Fazer massagens, esquentar a barriga do bebê com bolsa de água quente ou com uma fralda quente ajuda a acalmar. Mudá-lo de posição também. Na hora da cólica, os bebês costumam sentir mais conforto quando carregados de barriga para baixo. Como a barriguinha fica pressionada contra o braço do adulto, o efeito é o mesmo da massagem ou da fralda quente. E idem se a mãe deitar o bebê de bruços sobre a sua barriga.
7 - Colocar o bebê para arrotar pode evitar cólicas?
Evita outro desconforto para o bebê, semelhante à cólica, que é a retenção daquele ar deglutido na amamentação. Mas a cólica tem origem na ação intestinal.
8 - A alimentação da mãe tem influência?
Segundo os especialistas, não há estudos científicos que comprovem esse efeito. Como acontece com qualquer pessoa e em qualquer fase da vida, a alimentação deve ser pautada pelo bom senso. A mãe não deve deixar de se alimentar bem por medo de provocar cólicas na criança.
9 - A ansiedade dos pais piora o problema?
Com certeza, pois deixará o bebê mais agitado, tenso, desconfortável. Certa ansiedade, no entanto, é inevitável. Um bebê novo em casa provoca muitas mudanças. Os pais estão conhecendo o filho e aflições e dúvidas são naturais. Ter consciência disso e de que o choro do bebê é o único recurso de comunicação, e não um problema, já é um primeiro passo para aliviar a ansiedade.
10 - O que pode ser feito para manter a tranqüilidade?
Os pais perceberão que a cólica tem horário certo. Assim, a dica é fazer com que o ambiente esteja o mais tranqüilo possível nesse momento. Evitar que muitas pessoas estejam no local e colocar uma música suave pode ajudar a criar um clima mais relaxado. Isso favorece a proximidade com a criança. O aconchego é mais importante para o bebê que qualquer receita milagrosa.

fonte: Revista Crescer